HISTÓRICO
De caráter particular e masculina, A República Maternidade foi fundada em 04 de maio de 1975, com localização na Rua dos Paulistas, 136 - Bairro Antônio Dias, Ouro Preto - MG, tendo como fundadores: Adão Vieira de Faria, Flávio Stort, José Antônio Diniz Faria, Mário Ricardo Soares, Luís Humberto F. Matos. Estes ilustres fundadores foram todos alunos dos cursos de engenharia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). No entanto devido ao crescimento da UFOP, alunos de outras áreas também se ingressaram na República Maternidade que procurou buscar um equilíbrio entre os vários cursos da UFOP, valorizando-se assim o indivíduo independente do curso. No seu início, a República Maternidade ficou, por mais de dez anos, localizada no mesmo endereço de fundação, tendo fixado seu número máximo de moradores em onze alunos durante esse período. Naquela época, muitas dificuldades foram encontradas diante dos problemas econômicos e estruturais enfrentados pelos estudantes republicanos, principalmente os particulares, problemas tais como escassez de moradias, alto preço dos aluguéis, renovação de contratos de aluguel, ameaça de venda de casa, evasão estudantil e principalmente, porque no final da década de 70 e início da década de 80 o país atravessava grande crise econômica. Projeto inovador foi elaborado pelos Bebês em 1985, com a finalidade de angariar fundos para aquisição de uma casa que seria doada à Universidade Federal de Ouro Preto. Este projeto foi apresentado ao então Reitor, Fernando Antônio Borges Campos, na data de 05 de setembro de 1985, apesar da viabilidade oferecida pela Lei Sarney, o projeto não teve prosseguimento na política que dirigia a Universidade. Diante do descaso da administração universitária, outras formas de aquisição foram tentadas e diante dos problemas acima arrolados, a República abriu suas portas para moradia feminina, deixando desta forma de ser apenas masculina para ser mista. No entanto, os problemas se agravaram, o número de mulheres passou a ser superior ao número de homens, e os conflitos internos aumentaram. No início dos anos 90, a Comissão de Moradia da UFOP oferece uma casa para moradia feminina no lugar onde hoje é conhecido como "repúblicas do brejo". Com isso, a maioria da ala feminina da República articula um movimento com a intenção de torná-la exclusivamente feminina. Neste momento, os moradores homens e a moradora Ludmila, não aceitaram essa situação e resolveram fechar a República até que a Comissão oferecesse uma moradia mista, sendo seu bens guardados no almoxarifado da UFOP. A Maternidade continuou liderando as várias listas de espera por casas cedidas pela UFOP, mas a política sempre atrapalhava os planos dos Bebês. Novamente na década de 90 a Maternidade estava para receber uma casa, no mesmo local, mas o presidente do DCE da época, alterou a lista de preferência e colocou morando na casa pessoas do seu interesse. A república permaneceu fechada durante um (1) ano (93/94), quando então a, hoje ex-aluna, Ludmila, juntamente com o tambem ex-aluno Pedro Henrique Neto(Gato-Félix), resolveram reabrir a república e pegar novamente os bens que estavam no almoxarifado. Muitos dos móveis foram roubados e vários quadrinhos de ex-alunos foram danificados, mas a República Maternidade ressurgiu mais forte, naquela ocasião decidiu-se que a República nunca mais voltaria a ser mista, sendo Ludmila a última ex-aluna a se formar pela casa. A partir de então, diferentemente do que ocorrera no início, várias foram as localizações da República (Água Limpa, Antônio Dias, novamente Água Limpa) e atualmente na Rua Direita - Centro. Da mesma forma que vários foram os endereços, várias amizades foram conquistadas ao longo destes anos e esta tem sido a característica principal desta nova geração de bebês. Valoriza-se nesta casa os amigos, o indivíduo como estudante universitário, independente do curso ou do grupo de república que pertence, os amigos turistas que freqüentam esta casa todos anos, os amigos nativos. Valoriza-se as festas, as "lamas", sendo nossos principais rock in Roll's realizados nas seguintes ocasiões: carnaval, 21 de abril, 04 de maio (aniversário), festival de inverno, Festa do Doze e Ceia de Natal. A república estruturalmente sempre foi organizada de forma hierárquica, sendo que os bixos (calouros) devem passar por uma "escolha". As despesas do mês são chamadas de "presidência" e controladas pelo presidente, sempre morador. O dinheiro da república é controlado pelo "tesoureiro" e recebe o nome de "caixinha", as decisões são tomadas pelos moradores em "reuniões" e os ex-alunos são estudantes da UFOP que concluíram o curso pela República. Com seu passado de luta sempre recompensado pelos muitos momentos de alegria que ela proporionou aos que por lá passaram, a Maternidade é motivo orgulho para todos os Bebês. É por isso que a República Maternidade está cada vez mais fortalecida pela união entre os atuais moradores e os ex-alunos o que a torna, de forma definitiva, eterna em nossas vidas.


Relação dos Ex-Alunos

Paulo César Almeida
Adão Vieira de Faria (MACARRÃO)
Mário Ricardo Soares (TIM)
Hudson Douglas dos Santos (BARÃO)
José Antônio Diniz Faria
Luís Humberto Albes Borges, (BIELA)
Cláudio
Adelbaldo
José Luis Alvim
Luís Humberto (TUCA)
Wualdson José Pereira (KIKO)
Carlos Alberto da Silva
Crezo Pereira Filho
Lourival Francelino
Carlos (Carlinhos ABV)
Tasso
Paulo Douglas Bernardi
Nilson Perini
José Oliveira Neto (SIRINGA)
José Luís Ubaldino (THARUGO)
Antônio Carlos Petean (RAULINO)
Rita Lúcia
Rodrigo Silva (DIGUIN)
Ludmila Neto Carvalho
Warley de Arujo Mol (XULLÉ)
Pedro Henrique Neto de Almeida (GATO FÉLIX)
João José Alves (DJEI-DJEI)
Guilherme Portilho Carrara (SAMURAY)
Marcelo Resende (CHICÓ)
Fábio Barbosa Pereira (THARTUGA)
Fredy Henrique A. Medeiros (POKEMÓN)



À REPÚBLICA MATERNIDADE
(Por Guilherme Carrara)

Hoje estou sozinho e tolo a filosofar,
Na vida que deixei de Ter e na que levo neste lugar.
Hoje sou poeta dos amores que ninguém conta.
Sou a brisa que varre estes montes,
O mofo que se espalha pelo ar.
Sou profeta, sou a pedra,
O murmúrio que todos ouvem.
A dor que os corações sentem.
A gratidão por me abrigar.
Sinto falta de casa e dos que lá deixei.
Sei que aqui vivo e sob teus olhos
Não me perderei.
És mães de todos nós
E teus filhos são como irmãos eternos.
Quando o sol brilhar em outro lugar
estaremos bem por Ter nos ensinado a viver.
O vento trará o silêncio,
A noite fria a saudade.
O coração apertado estará agradecendo a ti
Inesquecível Maternidade.



FILOSOFIA DE BOTECO
(Por Tartuga, Pharellu, Frajola e Pêéfe)

Bebo a pinga com vontade
Bebo porque sou da Maternidade
Bebo e não fico são
Bebo na tulipa, bebo no garrafão
Entorno na cachaça
Bebo no copo, bebo na taça
E no final da noite nóis desçe a ladeira
Nóis quebra mesa, nóis quebra cadeira
Se a pinga não acabar, nóis num pára a bebedeira!